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sexta-feira, 8 de abril de 2016

A Parábola do Jogo de Damas




(não há correlação com esta Parábola do Jogo de Damas) 

See EN version at end 


Nas minhas conversas e discussões, sempre acabo fazendo uma comparação fora do normal, para tentar esclarecer de forma clara ou lúdica o conceito ou ideia que estou querendo passar ou fixar. Sim é maluco, acredito que não sou normal, mas ninguém é normal mesmo, então...
Mas voltando ao foco, sempre fui fã da forma de ensinar de Jesus Cristo, sem conotação religiosa, mas sim pela força dos ensinamentos, a perenidade deles até os dias de hoje, e a forma clara de se comunicar com todos os níveis. Isso não é fácil. Talvez por isso, as “parábolas” me chamem mais atenção, e inconscientemente, as aplico no dia-a-dia.
Dia destes, conversando com um gerente, falava sobre a gestão das empresas fornecedoras e sistemistas durante a crise, coisa que é nosso pão nosso de cada dia. E discutíamos sobre o papel do gestor (principalmente Qualidade – mas não só este) nestes períodos críticos e sensíveis.
Foi no final da conversa que saiu a parábola do jogo de damas, que aqui vou colocar logo no começo.
Vamos considerar a empresa ou um departamento como um tabuleiro de damas (por que não xadrez, Jeser? – por que a parábola é minha, e uso o jogo que eu quiser bolas....) nele colocamos as peças e as movimentamos de forma a avançar no jogo, vencer a partida superar outro competidor. As peças são as mesmas, mesmo tamanho, peso, diâmetro. A diferença é o uso que fazemos delas. Onde as colocamos, como as movimentamos, protegemos, acreditamos, confiamos na jogada que irá fazer,  e as vezes deixamos que saiam do jogo por um bem maior.
Neste contexto o gestor é como se fosse o jogador que olha o jogo de cima, tem uma visão espacial e global, busca entender os movimentos do jogo, o próximo passo, antecipar, então colocar as peças (seu time) na melhor posição, mais estratégica para que elas cumpram seu propósito. Mas, se estivermos perdendo o jogo, ou encurralados no tabuleiro, e ao invés de sermos o jogador, ficarmos desesperados e pularmos no tabuleiro pra “ajudar”, perdemos esta visão espacial. Viramos mais uma peça do tabuleiro, sem visão global. A única coisa que conseguiremos ver serão as posições ao nosso redor onde podemos nos deslocar, ou a peça a nossa frente. Nada mais. Nos desesperamos, perdemos o foco, a capacidade de estratégia de lógica, de racionalizar.
Então você conclui: “Ah! O Jeser acha que gestor não tem que se envolver.... Tem que deixar o time se virar sozinho, e só ficar dando ordem....” Não, ó Ser de mente restrita e obtusa, o que estou refletindo é que o gestor deve manter sua visão global das coisas, da empresa, do departamento, dos projetos. Voltemos a parábola....
Se o time é pequeno, se estamos em uma crise, se a empresa é enxuta é imprescindível que o gestor se envolva no “jogo”. Neste caso ele deve estar no tabuleiro com o time. Aliás, aprendi e incorporei em minha vida diária o conceito do “Genba” (saiba mais aqui), logo acredito que o gestor sempre deva “pisar no tabuleiro”; mas não deve permanecer lá.
Foco: quando então estamos no tabuleiro, ajudando ombro a ombro nosso time, é imprescindível manter a estratégia do jogo, levantar a cabeça, olhar o máximo no horizonte e perceber o que vem à frente. Devemos ser a “Dama” do jogo, para poder estar uma pouco mais alto que as demais peças, e assim ver mais longe, e se movimentar com mais liberdade pelo tabuleiro.
Outro dia li que engajamento vem através da credibilidade que o time tem com seu gestor e a forma como este respeita e põe em prática a cultura da empresa. Faço uma correlação que é:
Engajamento time < Credibilidade do gestor < Gestor lidera pelo exemplo < Respeito aos padrões
Não acredito que o desrespeito aos padrões gera mais eficiência, muito pelo contrário. A história já mostrou que é aí que mora as maiores derrotas.
Foco: Não é porque você perde algumas peças no jogo de Dama, que você vai abandonar a sua estratégia e mexer as peças a revelia, ou colocá-las onde elas não deveriam estar....
E mais, não é porque o jogo te parece perdido que você vai desrespeitar as regras do jogo, movendo as peças de forma irregular, ou fazendo jogadas proibidas!!
No atual cenário que vive o Brasil, podemos realizar a importância do respeito, da moral, da credibilidade que devemos imprimir no dia-a-dia de forma a termos relações mais justas e profissionais, onde todos tenham a liberdade de discordar e discutir mas com a confiança que o melhor será feito. Que a justiça será feita. Agora não adianta nada cobrarmos dos políticos e continuarmos a furar a fila para comprar o ingresso. Não há coerência.
Foco: Quando conseguimos vencer um jogo de Dama, fica claro que foi um trabalho em equipe, que cada peça teve seu papel no tabuleiro, seus movimentos e jogadas foram criando a vitória pouco a pouco. Fica claro que havia uma estratégia e alguém conduzindo cada jogada. Fica claro que algumas pedras saem do tabuleiro no decorrer do jogo, mas serviram seu propósito com honra e valentia, e tem seu mérito por isso também. E mais: ao final do jogo, colocamos as peças novamente na posição inicial, traçamos uma nova estratégia e começamos um novo jogo. Seja isso a representação de um novo dia, um novo projeto, uma nova operação. 

Obrigado por ler meu texto. Espero que tenha gostado.

EN version
 

The Checker Parable

In my conversations and discussions always end up making a out of the ordinary comparison, trying to clearly clarify or playful way the concept or idea I'm trying to share or fix. Yes it's crazy, and I thinking that I'm not normal, but no one is normal anyway, so ...
But back to focus, I always been a fan of the way of Jesus Christ teaching, without religious connotations, but by the power of the teachings, the continuity of them until the present day, and a clear way to communicate with all levels. This is not easy. Perhaps this is why the "parables" call me more attention, and unconsciously, I apply on a daily basis.
One of these past days, talking to a manager, spoke about the management of suppliers and their systems during the crisis, which is our “daily bread”. And we discussed the role of the manager (mainly quality - but not only this) in these critical and sensitive periods.
It was at the end of the conversation that went out the parable of checkers, that here I will start with.
Let's consider the company or department as a checkerboard (“.. why not chess, Jeser?...” – because the parable is mine, and use the game I want man!...) and we put the pieces and we move so to advance in the game, win the match overcome another competitor. The pieces are the same, same size, weight, diameter. The difference is the use we make of them. Where we put them, how we move, protect, believe, trust in the move that will do, and we fail to leave the game for the good of all.
In this context the manager is like the player looking up game, has a spatial and global vision, seeks to understand the movements of the game, the next step, anticipate, then put the pieces (his team) in the best position, more strategic so that they fulfill their purpose. But if we are losing the game, or cornered on the board, and instead of being the player we get desperate and we jump on board to "help", we lose this space vision. We turned us in one more piece of board without global vision. The only thing that we will see will be the positions around us where we can move us, or closer piece. Nothing else. In despair, we lose focus, the ability of logical strategy to rationalize.
Then you conclude: "Ah! Jeser think that manager does not have to get involved .... You have to let the team to turn around alone, and just stay giving order .... " No, limited and obtuse mind guy, I'm reflecting that the manager must maintain its global view of things, the company, department, project. Let us return to the parable ....
If the team is small, if we are in a crisis, if the company is lean it is essential that the manager is involved in the "game". In this case it should be on board with the team. By the way, I learned and incorporated into my daily life the concept of "Genba" (learn more here), so I believe the manager should always "step on board"; but should not stay there.
Focus: When then we are on the board, helping shoulder to shoulder our team, it is essential to keep the game strategy, raising head, looking as much we can on the horizon and see what comes forward. We must be the "king piece" of the game in order to stand a little taller than the other pieces, and thus see further, and move more freely across the board.
One day I read that engagement comes through the credibility that the team have with your manager and how it respects and implements the company's culture. I make a correlation that is:
Team Engagement < Manager Credibility  < Manager leads by example  < Respect for standards
I do not believe the disrespect of standards creates more efficiency, quite opposite. History has shown that therein lies the greatest defeats.
Focus: It's not because you lose a few pieces in checkers game, you will abandon your strategy and move the pieces in absentia, or put them where they should not be ....
Also, it's not because the game seems lost you that you will break the rules of the game, moving the pieces irregularly, or doing prohibited played!!
In the present scenario that lives in Brazil, we realize the importance of respect, morality, credibility should we print on a daily basis in order to have fairer and professional relationships, where everyone has the freedom to disagree and discuss but confidence that the best is done. That justice will be done. Now, not logical push our politicians and continue to break the line to buy the ticket. There is no coherence.
Focus: When we win checkers game, it is clear that it was a team effort, each piece had its role on the board, their movements and moves were creating little by little victory. It is clear that there was a strategy and someone leading every move. It is clear that some rocks out of the board during the game, but served its purpose with honor and courage, and has merit for that too. And more: at the end of the game, we put the pieces back in the starting position, we draw a new strategy and start a new game. This could be the representation of a new day, a new project, a new operation.

Thanks for read my text. I hope you enjoy.

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